Atenção aos sinais de um parto prematuro

[dropcap]D[/dropcap]iante dos sinais que apontam o parto prematuro, mantenha a calma, pois pode ser apenas um sinal de alerta, não necessariamente quer dizer que o bebê vai antecipar a sua chegada.

Os sinais para o parto prematuro são além das contrações a saída de um líquido viscoso pela vagina.

Nesses casos, dirija-se à maternidade ou ao hospital mais próximos, uma vez que são estes alguns dos sinais de que o bebê está para nascer. Mesmo que ainda esteja longe da data prevista.

No panorama atual, os partos pré-termo estão aumentando lentamente em todo o mundo.

São diversas as razões, e entre as mais comuns são:

  • O adiamento da maternidade;
  • A frequente opção pela reprodução medicamente assistida (RMA);
  • O aumento de gestações gemelares (originada também pela RMA);
  • O aumento de mulheres com patologia e que conseguem engravidar (diabéticas, hipertensas, com anomalias uterinas, etc.)

Mas além das razões acima descritas, o que indica a necessidade do parto pré-termo são os motivos clínicos, para evitar a morte ou deterioração do estado fetal ou diminuir o risco para a mãe.

Sinais de alerta

Perante os sintomas associados ao início do trabalho de parto – ruptura das membranas, contracções regulares e intensas, líquido amniótico manchado, alteração no padrão de movimentos fetais, subida de tensão arterial e perda de sangue – é aconselhável que se dirija à maternidade ou ao hospital mais próximos de sua casa.

Em paralelo, entre em contacto com o obstetra que a acompanhou durante a gravidez. O mesmo se aplica se sentir os seguintes sintomas:

  • Pressão no ventre;
  • Hemorragia vaginal;
  • Contracções uterinas com intervalos curtos;
  • Dores nas zonas pélvica e abdominal e lombares.

Já na maternidade ou no hospital, uma vez que comprove que se trata de um caso urgente, as contracções e o batimento cardíaco do seu bebê serão monitorados.

Outros dos procedimentos realizados pela equipa de profissionais de saúde são:

  • Verificar se ocorreu a ruptura das membranas;
  • Submeter a paciente a um exame de urina, com o objetivo de certificar se existe infecção;
  • Ou ainda a análise à fibronectina fetal, para verificar se a mamãe está mesmo em trabalho de parto. Se os níveis registados forem elevados, o bebê poderá mesmo nascer antes da data prevista para o parto.

Gravidez múltipla, cuidados redobrados

As gestações gemelares obrigam a um acompanhamento e vigilância redobrados. Tudo porque o aumento do volume intra-uterino é superior ao de uma gravidez de apenas um feto.

A razão óbvia para o desencadeamento espontâneo do parto pré-termo é a grande distensão das fibras uterinas causada pelo elevado volume intra-uterino, desencadeando contrações antes do termo.

Além disso, há também maior risco para a hipertensão arterial, a anemia e o descolamento da placenta.

Com relação a hipertensão arterial, assim como a outras doenças maternas associadas à gestação múltipla, é possível que a gravidez seja medicamente terminada antes do termo.

O mesmo acontece caso se verifique a diminuição do crescimento de um ou de outro feto (se houver).

Riscos para os bebés prematuros

Quando o parto ocorre antes das 32 semanas – recém-nascidos muito longe do termo,  os riscos são maiores, devido à sua imaturidade e baixo peso.

No entanto, os riscos não são apenas os relacionados com as taxas de morte neonatal, mas também os associados às sequelas (neurológicas ou outras) naqueles que sobrevivem.

Em contrapartida, a partir das 34 semanas, esse tipo de riscos diminuem progressivamente, mas não são totalmente descartados.

O ideal é que a gravidez chegue ao fim e que culmine com um parto vaginal, de preferência, de desencadeamento espontâneo, rondando as 40 semanas, com monitorização fetal contínua intra-parto.

Deve ocorrer numa maternidade inserida num hospital geral, devidamente equipada e com equipas médicas (obstetras, anestesistas, neonatologistas) e de enfermagem diferenciadas. Assim os riscos perinatais diminuem significativamente.

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